domingo, 28 de abril de 2013

Um marco.

Eu percebi uma relação entre minha vida e minha escrita. Eu percebi sem delineá-la ou a esquematizar. Não sei se de causa/efeito ou conteúdo/continente. A percepção é que mudando uma, muda-se a outra. Ou se muda uma coisa só. É uma nuance: não sei se minha vida escreve, se escrevo minha vida, ou se os dois se permitem rabiscar. Eu só sei que eu quero mudar. Principalmente pôr reticências para depois novamente pontuar. Decidir fazer um livro, para mim, é decidir se reorganizar. Um escritor põe de uma forma essencialmente, pois lhe resta escrever. Mas cada um pressupõe a seu modo. Eu quero pressupor devagar, pois até então a minha fundamentação hipotética, o meu fazer palavras tem sido sentimentos imediatos por pura preguiça. Ser eu mesmo não me tira da inércia. Eu almejo estudar as outras fontes. Cansei de ser uma latência.

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