quarta-feira, 15 de julho de 2009

Eu insisto em falar de saudade.


Eu insisto em falar de saudade.
Que se danem as escolhas.
Essas porras saem que nem se sente.
Surpresas. Como eu vim parar aqui?
É como tirar uma foto e sentir que você nunca esteve nela.
Paralisar momentos e depois vê-los não nos leva de volta a eles.
E o tempo é muito exigente. Os lugares nem tanto.
Pode-se construir a mesma situação vivida há séculos, fazer as mesma coisas estando nos mesmos lugares. O cenário perfeito, mas o tempo é diferente.
É impossível reviver. O tempo não deixa.
Não consigo acreditar que o homem criaria algo tão ruim para si mesmo.
Mentira, eu consigo sim!
A saudade só existe por ele.
Ele não ta nem aí pra saudade.
O tempo me machuca, ele realmente faz isso.
E eu não sei brincar com ele.

(a coloquialidade revela a revolta)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Nexo Causal.

Aquela sensação de ver tudo de cima;
Tu já tiveste.
Visão de tabuleiro só em jogos e a vida é um deles.
Aqui, lançar dados não existe.
Sorte? Haha Muito menos!
Não te perguntes “por quê?”.
Tu sabes por que chegou aqui ou ali; foste tu!
Tu e tuas escolhas malucas.
Vocês dois.
“Vocês um.”

E se hoje estás longe de quem tu aprecias, meu caro, aprecie a distância.
A vida não te leva a nada.
Tu que a levas.
Brincas com ela de ir e vir.
Abusas dela com todos os verbos.

Não culpes instrumentos.
Ainda mais se forem os teus.
Não culpes a arma da morte,
E nem as bombas das catástrofes.
Não culpes vias e pontes,
mas fontes.
Não culpes meios.
(eles não são teus anseios.)
Não culpes livros, poesias, máquinas e nem diretrizes.
Não culpes atos, culpe escolhas.

Ahhh, Anseios, Vontades.
Isso, Voluntariedade!
A Dona de tudo, a Dona da idade.
Não importa se descalços, calçados.
Quiseste e deste os passos.
E nem importa tanto o ato,
mas a razão do fato.
E nem importa o corpo,
importa a mente.
Culpes-te respeitosamente.