
Eu insisto em falar de saudade.
Que se danem as escolhas.
Essas porras saem que nem se sente.
Surpresas. Como eu vim parar aqui?
É como tirar uma foto e sentir que você nunca esteve nela.
Paralisar momentos e depois vê-los não nos leva de volta a eles.
E o tempo é muito exigente. Os lugares nem tanto.
Pode-se construir a mesma situação vivida há séculos, fazer as mesma coisas estando nos mesmos lugares. O cenário perfeito, mas o tempo é diferente.
É impossível reviver. O tempo não deixa.
Não consigo acreditar que o homem criaria algo tão ruim para si mesmo.
Mentira, eu consigo sim!
A saudade só existe por ele.
Ele não ta nem aí pra saudade.
O tempo me machuca, ele realmente faz isso.
E eu não sei brincar com ele.
(a coloquialidade revela a revolta)
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