Agradecido por suas respostas.
Farto de suas questões.
Serviu.
Impossível dizer que não.
Faço belas poesias.
Conto vendáveis histórias.
Sim, serviu.
Mas estou farto de ti;
apesar de todas as tuas lições:
Que promessas são eco (reiteradas, fracas e convincentes).
Que beijos não são garantias.
Que sorrisos podem ser cínicos.
Que palavras,
antes de remetidas,
viajam por caminhos mal sinalizados,
escuros,
espaçosos e vazios.
Que intenções precedem ações.
Que estas são fantasias daquelas.
A lã de um lobo,
pois o cordeiro fui eu.
EU que sacrifiquei minhas certezas.
EU que sacrifiquei meus medos,
que um dia,
por um lapso,
achei serem paranóias.
Sacrifiquei-me profundamente.
Ousei desafiar minhas intuições.
Ri delas.
Chamei-as de tolas e as ignorei como...
Agora elas riem de mim.
Agora eu rio de mim.
Incrível como fizeste o mundo possível.
Os clichês, originais.
As estórias, histórias.
SIM, serviu!
Eu aprendi mais sobre mim;
nada de ti;
muito menos de nós dois.
O mais difícil não foi dizer:
"Saia. Eu ORDENO que saias!"
Pois a reunião das minhas partes exigiu exímia diplomacia.
Redefiní os padrões.
Delimitei as coisas.
Desaprendi.
Já tinham me dito sobre desaprender:
"'Desabitar' os hábitos.
Habitantes convictos".
Mas a minha ordem foi clara.
"Saia daqui!"
Expulsei princípios ínsitos,
pois alinhavavam normas suas.
Incitavam um todo ilógico, irracional e desarmônico.
Se a ordem foi para ti?
Jamais, garoto.
Faça-me rir.
Já disse que cansei de tuas questões e me perguntas isso?
Essa conversa nem deveria existir.
A minha revogação de ti foi tácita.
Uma vez íntimo de mim e de minhas manhas,
expurgo-te coerentemente.
Expurgo-te derradeiramente.
O objetivo primeiro foi e é me encontrar.
Amar-me.
O fim não passou de coerência e compatibilidade.
Nesse encontro,
desencontrei-te.
Adeus.
domingo, 30 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
Santa Promessa.
Assutado,
corro em sentido horário.
Distancio-me das promessas,
que,
com o decurso,
tornam-se eco.
Por serem remotas e reiteradamente convincentes.
A convicção está em prometer.
Parte de mim não é tola.
O convicto de sua ou alheia promessa deveria,
antes de tudo,
ser certo de sua estupidez.
Caça no escuro.
Agarra galhos,
pensando serem presas.
Acho funesto.
Resta-me o inverso.
Ou não.
Pois a graça é parecer Profeta.
O decurso as torna imaculadas.
Eis o problema da santidade.
corro em sentido horário.
Distancio-me das promessas,
que,
com o decurso,
tornam-se eco.
Por serem remotas e reiteradamente convincentes.
A convicção está em prometer.
Parte de mim não é tola.
O convicto de sua ou alheia promessa deveria,
antes de tudo,
ser certo de sua estupidez.
Caça no escuro.
Agarra galhos,
pensando serem presas.
Acho funesto.
Resta-me o inverso.
Ou não.
Pois a graça é parecer Profeta.
O decurso as torna imaculadas.
Eis o problema da santidade.
sábado, 22 de maio de 2010
Aprendi a calcular o tempo.
Não foram,
tuas mãos e tua paciência,
professoras.
Aprendi a contar os passos,
poucamente espaçados,
porque sem pressa,
sem ânimo.
Aprendi sobre reminiscências,
e sobre Travis.
Aprendi sobre o cotidiano,
sobre os anos,
sobre os santos.
Sei que o sal da pele dá sede.
Sei quais instrumentos tocar,
pois és música.
Sei sobre acenos.
Se eu queria saber?
Ninguém perguntou.
E,
por último:
Não espero educação,
pois "licença", "perdão" são palavrinhas mágicas,
de um mundo mágico.
E,
como toda magia,
são truques.
Não foram,
tuas mãos e tua paciência,
professoras.
Aprendi a contar os passos,
poucamente espaçados,
porque sem pressa,
sem ânimo.
Aprendi sobre reminiscências,
e sobre Travis.
Aprendi sobre o cotidiano,
sobre os anos,
sobre os santos.
Sei que o sal da pele dá sede.
Sei quais instrumentos tocar,
pois és música.
Sei sobre acenos.
Se eu queria saber?
Ninguém perguntou.
E,
por último:
Não espero educação,
pois "licença", "perdão" são palavrinhas mágicas,
de um mundo mágico.
E,
como toda magia,
são truques.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O silêncio é relativamente livre das palavras.
Um dia,
Queria,
por um curto período,
ultrapassar esse estado silente,
atingindo a plenitude.
Vivenciar "calado".
Abstente de qualquer palavra.
Traduções são mediações,
e não acredito que a alma se conserve imaculada.
Afinal,
Estou bem distante,
nessas palavras,
de mim mesmo.
Por hora,
é o que tenho a destinar.
Sou,
resignadamente,
amante das palavras.
Não por serem a melhor das expressões,
mas por serem uma,
da qual decorre parte da música.
Também porque desejo me sujar,
misturar-me.
Dar acessórios à essência.
Na verdade,
Eu busco as circunstâncias.
Ser analfabeto é uma delas.
Um dia,
Queria,
por um curto período,
ultrapassar esse estado silente,
atingindo a plenitude.
Vivenciar "calado".
Abstente de qualquer palavra.
Traduções são mediações,
e não acredito que a alma se conserve imaculada.
Afinal,
Estou bem distante,
nessas palavras,
de mim mesmo.
Por hora,
é o que tenho a destinar.
Sou,
resignadamente,
amante das palavras.
Não por serem a melhor das expressões,
mas por serem uma,
da qual decorre parte da música.
Também porque desejo me sujar,
misturar-me.
Dar acessórios à essência.
Na verdade,
Eu busco as circunstâncias.
Ser analfabeto é uma delas.
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