sábado, 22 de maio de 2010

Aprendi a calcular o tempo.
Não foram,
tuas mãos e tua paciência,
professoras.
Aprendi a contar os passos,
poucamente espaçados,
porque sem pressa,
sem ânimo.
Aprendi sobre reminiscências,
e sobre Travis.
Aprendi sobre o cotidiano,
sobre os anos,
sobre os santos.
Sei que o sal da pele dá sede.
Sei quais instrumentos tocar,
pois és música.
Sei sobre acenos.

Se eu queria saber?
Ninguém perguntou.
E,
por último:
Não espero educação,
pois "licença", "perdão" são palavrinhas mágicas,
de um mundo mágico.
E,
como toda magia,
são truques.

Um comentário:

  1. "Aprendi a calcular o tempo.
    Não foram,
    tuas mãos e tua paciência,
    professoras."

    Caraca, me arrepiei todo com isso.
    Muito bom o texto, gosto muito da tua poesia.

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