quarta-feira, 1 de julho de 2009

Nexo Causal.

Aquela sensação de ver tudo de cima;
Tu já tiveste.
Visão de tabuleiro só em jogos e a vida é um deles.
Aqui, lançar dados não existe.
Sorte? Haha Muito menos!
Não te perguntes “por quê?”.
Tu sabes por que chegou aqui ou ali; foste tu!
Tu e tuas escolhas malucas.
Vocês dois.
“Vocês um.”

E se hoje estás longe de quem tu aprecias, meu caro, aprecie a distância.
A vida não te leva a nada.
Tu que a levas.
Brincas com ela de ir e vir.
Abusas dela com todos os verbos.

Não culpes instrumentos.
Ainda mais se forem os teus.
Não culpes a arma da morte,
E nem as bombas das catástrofes.
Não culpes vias e pontes,
mas fontes.
Não culpes meios.
(eles não são teus anseios.)
Não culpes livros, poesias, máquinas e nem diretrizes.
Não culpes atos, culpe escolhas.

Ahhh, Anseios, Vontades.
Isso, Voluntariedade!
A Dona de tudo, a Dona da idade.
Não importa se descalços, calçados.
Quiseste e deste os passos.
E nem importa tanto o ato,
mas a razão do fato.
E nem importa o corpo,
importa a mente.
Culpes-te respeitosamente.

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