
A força de trabalho anda movendo o que?
O que andam erguendo por ae?
Cadê toda essa eneriga?
Pra onde vai? Pra onde foi?
Pra onde foi a ERUPÇÃO, Mounier?
Nao vejo nada transbordar.
E quando vejo,
são apenas rostos mais belos,
carros privados mais modernos.
Vejo artesãos moldando e alisando a própria ganância,
dando molde a própria bonança.
Enxergo a felicidade privatizada
e pontes pedagiadas.
O trabalho tornou o acesso barato pra quem pouco trabalha,
e caro pra quem muito batalha.
Ah, Mounier, vejo a coisa mudada!
Vejo a Terra humanizada.
Vejo "bens" fazendo mal.
O desejo ainda mais individual.
Vejo força de trabalho construindo apenas pedestal,
do qual só cabe eu ou tu.
Vão tomar no cu!
A intenção nao era essa,
nao era pra termos entrado nessa.
Nao vejo jovem masturbando a mente
em prol de gente.
A erupção era pra ser distinta.
Trabalhar a natureza
pra deixá-la mais linda.
Eu nao quero trabalhar,
as opções são de enojar.
Eu nao encontro espaço,
nao encontro essência.
Eu nao me acho,
nao me dão subsistência.
Transformaram Mounier num imundo,
foda-se o mundo!
Vou assinar carteira pra ser vagabundo.
Vagabundo porque Mounier disse “Todo trabalho trabalha para fazer um homem ao mesmo tempo que uma coisa”. Não discordo dele. A questão é que oisas ruins tornaram-se muito freqüentes. Não há mais espaço pra mudar o mundo e lutar pelo outro. Não temos condições pra viver bem e fazer isso. É preciso ser pobre, viver em péssimas condições, andar à margem da sociedade. É preciso ser vagabundo pra pensar no outro. É preciso ser vagabundo p mudar o mundo! Entao serei um desempregado p resto do mundo com o emprego de mudar esse mundo, já que se precoupar com o proximo é vadiagem.
ResponderExcluirO homem modifica a si mesmo em prol de si mesmo e a coisa em prol de sim mesmo.
ResponderExcluirA erupçao foi para a consolidação do individualismo.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAdorei!Um manifesto do livre existir.
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