
Tava andando por aí,
Virei à esquina e te vi cantar.
Parei na esquina e te observei cantar.
De repente, a alma subiu,
A alma saiu.
Já tava em outra esquina,
Na esquina de outros carros e na esquina de outros passos.
Te levei junto,
Nem te vi hesitar.
O clima tava quente,
A chuva persistente.
Povo assustado e eu temente.
Escutei tua voz,
Suficiente pra lembrar de nós
Brincando de se conhecer,
em meio a roda de tediosos sábios,
que fingem saber.
Sábio ou sabiá? Sábio ou sabiá?
Somos sabiás.
Livres pra voar.
Foram lá uns cinco minutos e cinqüenta e três segundos,
De repente, lá tava eu na esquina má.
Já nem era sabiá.
Já nem era livre pra voar.
Mas o vôo foi real, foi vital.
Voltei cheirando tapioca,
E tu A mandioca.
Voltamos cheirando a infância,
Cheios de esperança.
Cante esquinas,
Nos remeta a remotas avenidas.
Continue a cantar.
Precisamos voar!
A voz me visitando rapidamente e a voz brincando de ser uma passagem, um passaporte p um lugar da nossa infancia.
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