quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Possibilidade do Infinito.


Estou no meio
de duas retas paralelas não coincidentes.
Olhando para frente,
enxergo o infinito,
já que vejo o cruzamento,
o ponto.

Andando mais um pouco,
o ponto anda nos mesmos passos,
na mesma velocidade
de uma forma que a distância entre mim e ele se torne constante.
O fato é que,
nem eu e nem ele
deixamos de existir.
Podemos não existir juntos,
comungando de um mesmo espaço.

Ao chegar no ponto em que de longe eu achava ser o INFINITO,
percebo que ele não é como eu achava,
ele nao é nem cruzamento
e nem infinito.

Isso porque o infinito é apreciado de longe,
imaginado e descrito distantemente.
Pode-se pensar que seja inatingível,
mas o fato de podermos vê-lo,
o fato de podermos sentí-lo e imaginá-lo,
torna-o mais vivo que uma pessoa que não imagina.
Obrigado, meu Deus, por imaginar!

2 comentários:

  1. Não é ridiculo dizer que é possível. Coloquemos o óculos 3D e vejamos as diversas possibilidades. E se o óculos parecer ridículo nos seus olhos, convide o julgador para ver o quanto é lindo através dele.

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