quinta-feira, 1 de maio de 2014

Eu sinto que não sou daqui. Eu sinto que todo esse barulho se mal traveste de música. Esse povo não sabe o que é melodia. Esse mundo não sabe que canção é oração. Estão todos travestidos de poetas, Mas é tudo dissertação. Esse povo quer alma, Mas não sabe nem onde o corpo tá. A minha dança é espasmo de arte. É um ataque epilético e libertação das palavras. Quem são vocês? Pra onde vocês vão? Eu não sou em vão. Eu nunca fui. Eu sou incompreendido. Eu estou alheio. O rio que te leva, atravessa-me. Esse rio me lava e me suja, pra depois lavar novamente. Eu não piso sobre a Terra. Eu sambo a raiz que ninguém escuta. Isso que é samba de raiz. Eu não entendo vocês.

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