sábado, 28 de novembro de 2009

Entre Deus e os homens.


Olhos vagos vêem?
Esperava um caos completo.
Tristemente,
aguardava tropeços e empurrões.
Antes assim!
Haveria mais contato.
Os sentidos estão todos brigados.
A visão que cega o contato.
O tato que soca a língua,
fazendo-a degustar da sujeira trazida,
ultimamente,
pelas mãos .
A língua que tapa a audição,
degustando a sujeira de tanta sonorização.
O olfato cheirando confusão.
Ouvidos que não ouvem seus irmãos.
A sinestesia desconexa da cooperação.
Integrada por institutos estanques,
“civilizações” posicionam seus tanques.
“Que lancem as bombas do canhão”.
E lá vai,
riscando o céu,
as bombas da segregação.
Surgem os donos e a alienação.
Mas não há susto e nem caos.
A sociedade evoluiu.
São bombas silenciosas e silenciadoras.
Daquelas que implodem valorações com a mais surpreendente precisão.
“Mãos à obra!”.
A construção começa.
Estigmas geram peças surdas, mudas e cegas.
E o xadrez se desenvolve em uma pacífica guerra.
Caos? Quem dera!
Se reis não se batem,
E nem bispos oram, em bom som, maldades,
É porque o ONIDeus dessa guerra sussurra sutis e “autônomas” vontades:
“Shhhhhhh! A partir de agora, matem-se!”.
E com sentidos confusos e intrigados... :
“Amém!”.

2 comentários:

  1. Alguns homens e instituições são a Deusa dos próprios homens e instituições. Fecha-se um ciclo.

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  2. Agrida-me. Espanque-me. Humilhe-me. Mas não manipule meus sentidos, pois, sendo pressuposto, como filosofaria?

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