Pois é mais fácil ver pelos olhos de outro a si mesmo
do que ver a si mesmo por si mesmo.
A consciência fica mais leve.
A culpa é alheia e o soco dói menos.
A solução deve ser adjacente e requer menos.
Em consequência,
Julgo-te estúpido.
Acerto-te em tudo, em tudo.
Machuco-te de onde não posso machucar.
Busco-te lágrimas que não podes enxugar.
Firo-te pelo “pensamento alheio”.
Na veia, véio. Na veia, veio.
Alcanço-te bem no meio.
Soco-te no seio do peito.
Mas que defeito! Mais que defeito.
É possibilitar o impossível.
Inadmissível!
Odeio-te, criança. Cresceste!
Cresceste e não largaste essa mania de inventar,
Essa mania desastrosa de cumprimentar o inadmissível.
De beijar o intangível.
Pensamento tolo.
...mento que nem é teu.
Pensa... que é teu! É teu.
Pensas, penso!
É mais fácil ver pelos olhos de outro a si mesmo do que ver a si mesmo por si mesmo.Esse poeminha fala da INCRÍVEL capacidade que as pessoas (sem nomes) têm de pensar pelos outros. Muitas vezes acertamos, muitas vezes erramos. A questão é que arriscar assim não vale. A questão é que pensar é verbar subjetivamente. O pensamento é teu. Não posso acertar o pensamento alheio. Ele é adjacente. Cuide do que é seu. Não faça o que pode ser feito, faça o que te permite fazer mais e mais. Mais esse que é ser feliz!
Nenhum comentário:
Postar um comentário