Ela chegou de relance.
Bagunçou a nuance.
Com um leve sopro, sussurrou.
A rosa dos ventos girou, girou e girou.
Senti-me enjoado;
As cores juntas e misturadas,
pareciam-me vomitadas.
Feito redemoinho, eu girava e girava.
Balançava-me com afinco,
enquanto eu rabiscava o infinito.
Certezas endureciam como goma de mascar amarga.
Por que eu as nunca havia sentido tão pesadas e sem graça?
Mas Rosinha,
tão "inha",
benzeu-me diante da luz.
Fez-me o sinal da cruz:
Disse-me para cuspir e repousar a nuca.
posicionou o Pai na cuca,
o Filho no nó de meus laços
e o Espírito no sustento de meus braços.
A rosa dos ventos girava.
Já reconhecia os hinos, sinos e as orações rimadas.
Rosinha tornou-me temente.
Tornou-me de mim mesmo novamente.
Foi quando a rosa dos ventos parou assim.
Talvez, outro vento possa judiar de mim.
Só espero com Rosinha sempre brincar,
para que sempre na iminência da ventania me "pegá",
ela faça a rosa dos ventos girar, girar e parar do lado de cá.
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