domingo, 10 de maio de 2009

Viver é sentir

Eu gostaria de ser mais imparcial, sabe?
Tentar julgar as coisas com menos valor pessoal.
Ver a vida como ela realmente é.
Não, não. Como ela deveria ser.
Pois o mundo é/está nos olhos de quem vê.
No ouvido de quem ouve e na boca de quem diz.
Está nas sensações que nós sentimos.
Falando assim, percebendo assim,
Parece fácil tornar tudo possível,
Mas controlar essas percepções, sentimentos, visões é difícil.
Mais difícil ainda é quando desejamos que outrem perceba o mesmo que nós.
Quando acontece é uma dádiva.
Quando não acontece há desencontros, há rejeições.
Existem milhares de mundos.
Uns não se vêem. Outros sim.
Dentre os últimos há:
Os que brigam,
Os que se ignoram,
Os que se amam,
Os que se aturam.
Nem sempre com reciprocidade.
Por exemplo, o meu mundo ama o seu,
Mas o seu me ignora.
O seu mundo é para o meu mundo
Como o sol é para o nosso mundo!
Queria viver (perceber) as mesmas coisas que você
(portanto, viver num mesmo mundo)
No fim, viver é perceber!
E eu gostaria muuuuito que você me “vivesse”.

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